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Minhas lojas favoritas em NY e o exercício do não-consumismo

Bater perna em Manhattan e (re)visitar as lojas favoritas em NY – quem não gosta ou nunca se imaginou fazendo isso?

Desde a época que assistíamos ao Sex and the City e alguns outros filmes e seriados, o sonho de quase toda mulher era andar na 5 avenida ou Soho e fazer uma tarde de compras com um cartão de crédito sem limites 😀

No entanto, estou em pleno exercício do “não consumismo” – mas nada me impede de ir namorar as peças da vitrine.

O que é o “não-consumismo”?

Eu amo o design. Sempre amei e para sempre irei amar ❤️

Gosto de tocar nas peças, sentir a textura, de admirar as formas, nuances, cores, cheiros e detalhes.

Admiro a inteligência humana e a sua capacidade em tirar do campo mental uma idéia abstrata e traze-la para o mundo da forma. 

Aliás, esse é o quesito n. 1 para manter a chama da criatividade sempre acesa: ver coisas novas. Não importa o que e como, é imprescindível para uma pessoa criativa ver ítens inspiradores todos os dias, pois estes geram idéias e idéias geram resultados.

O problema acontece quando nos deixamos levar por alguns fatores:

Então com um certo esforço, dedicação e muita vontade de querer mudar o estilo de vida, há quase dois anos, passei a cultivar o hábito de sair pra passear para admirar coisas belas e antes de querer comprar algum ítem, me faço a matadora pergunta:

E não é que depois dessa simples pergunta, em 98% dos casos sempre volto com o ítem pra prateleira sem a menor culpa e ainda consigo dizer não pro vendedor? (sim, no auge da minha doença já comprei pra ajudar o vendedor)

Hoje me considero uma pessoa completamente curada da síndrome do “quero-quero”, além de excluir completamente do meu vocabulário a palavra “queria”. Quando compro alguma coisa, é porque eu realmente precisava daquilo e a compra foi feita conscientemente 🙂

Mas vamos falar das lojas legais porque afinal de contas, coisas bonitas servem para serem admiradas e realmente acredito que você consegue se divertir e se inspirar visitando essas lojinhas maravilhosas!

Segue abaixo a lista das lojas que mais gosto de visitar em NY:

1 – Paper Source

www.papersource.com

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A Paper Source é uma papelaria especializada em cartões, presentes e artigos de escritório. A empresa também fornece workshops para as pessoas que tem paixão por papéis e querem fazer uma graninha vendendo cartões personalizados.

Curiosidade:

  • Aqui nos EUA, se preza muito a qualidade dos papéis, até mesmo em sacolas e panfletos distribuídos nas ruas. Eles também enviam cartões do tipo “save the date” (anunciando o convidado para salvar na agenda um futuro casamento ou aniversário e depois mandam outro convite oficial e mais caprichado) e “thank you cards” (cartões de agradecimento pela presença no evento). Haja árvore pra tanta demanda, não é mesmo?
  • Os designers gráficos piram! Quem trabalha com ilustração, vê nessas lojas um universo imenso de temas e cores.

Outras papelarias que você poderá gostar também:

Muji

Papyrus

2 – Moma Store

www.store.moma.org

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O Moma Store (tanto no museu quanto na Spring Street) tem produtos para casa com assinatura de artistas renomados como Andy Warhol, Roy Lichtenstein, produtos da Muji, Alexis Bittar, HAY, Isamu Noguchi, Frank Lloyd Wright, produtos da Uniqlo e muitos outros.

Logo na entrada você encontra design de louças como pratos, copos, talheres, vasos, tudo muito chiq e diferentão e no andar debaixo você encontra livros de arte, móveis e produtos infantis.

Se você é ligadona/ligadão em design de interiores, não deixe de visitar a Flatiron District, que é um bloco destinado especialmente para esse segmento.

Lojas de design que você poderá gostar também:

www.fishseddy.com

www.ethanallen.com

3 – Forbidden Planet

www.fpnyc.com

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Não sou muito íntima do universo HQ mas gosto de folhear as revistas pra ver as técnicas de desenho e principalmente admirar os toys arts logo na entrada.

Meu sonho era comprar o Roger (personagem alienígena do American Dad) e algum personagem do desenho Happy Three Friends pra decorar minha casa em São Paulo, mas fico feliz que nunca mais os ví na prateleira (acréscimo de 16 dólares pro cofrinho da viagem :D)

Outras lojas relacionadas ao assunto:

Toy Tokyo 

Kid Robot 

4 – Blick

www.dickblick.com

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A Blicks é uma loja dedicada em fornecer todo tipo de materiais como pincéis, tintas, lápis de cores, canetas de tudo quanto é tipo, sprays, telas de vários tamanhos, livros, mosaicos, espátulas, etc.

É como se fosse uma Disney voltada especialmente para os artistas.

Loja de produtos para arte que você poderá gostar também:

5 – Barnes & Noble

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É aqui onde esqueço do dia, das horas, da vida, de tudo – e também onde existe a grande possibilidade de levar algum livrinho pra casa… mas aí, lembro da enorme lista que está me esperando e pego o livro apenas para folhear tomando café, dentro da loja.

Adoro folhear livros e revistas, ver os lançamentos, as enciclopédias e a mesa de sugestões de presentes.
O mais legal é assistir as palestras que os autores dão no auditório (só precisa ficar de olho na agenda que cada unidade fornece)

6 – Guitar Center

www.guitarcenter.com 

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Você sabe tocar algum instrumento?

Na Guitar Center, o mais legal é que os instrumentos são divididos por “mundinhos”. Tem o canto da percurssão, da bateria, das cordas, dos eletrônicos, do sopro, das partituras. E você pode pegar um instrumento, ligar no amplificador e ficar lá, praticando.

Além disso, os vendedores são todos músicos, tem conhecimento total do instrumento que você precisa e são bastante solícitos. No andar de cima você encontra bateria, guitarras, baixos, violões e no debaixo piano, amplificadores, softwares, luzes, microfones e toda parafernalia pra quem faz uns “tuntz-tuntz”.

Loja relacionada:

 

www.samashmusic.com

7 – Flying tiger

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Essa loja é da Dinamarca e tem preços suuuper legais (coisas em torno de 3 a 5 dólares, mas tem ítens de 100 dólares também).

Aqui também existe o risco enorme de “sucumbir”, pois os preços são realmente muito tentadores. Mas da última vez que entrei lá pra tirar essas fotos, percebi que já tenho tudo o que preciso (outro mantra muito bom pra ser usado na hora da perdição!) e não comprei nadinha, nadinha.

8 – Buffalo Exchange

 

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www.buffaloexchange.com

Quer saber o segredo dos novayorquinos serem tão estilosos?

Eles misturam peças comerciais,caras mas o statement estão principalmente nas peças vintage.

A Buffalo Exchange tem de tudo e ainda dá pra vender as roupas que você não quer mais (leia o regulamento antes)

Lojas Shrift shop que você poderá gostar também:

www.shop.housingworks.org

www.angelstreetthrift.org

 

Concluindo:

Espero de todo o meu coração não ter despertado (muito) o seu desejo de compra mas acredite, é possível apenas sair para passear e admirar coisas belas e principalmente comprar só o que estiver precisando. 

A única coisa que é preciso ser feita é mudar o olhar, a maneira como se vê os produtos e se fazer “aquela” perguntinha matadora do início do post.

Lembrando que não se trata de ter ou não dinheiro pra comprar coisas… e sim algo no subconsciente que precisa ser investigado e analisado, afinal: o que me faz acreditar que serei feliz se eu tiver tal coisa? O que me faz comprar compulsivamente, sem pensar? E porque quanto mais eu tenho, mais me sinto frustrado?

Para ajudar nessa questão, a Netflix lançou um documentário intitulado “Minimalism: a Documentary About the Important Things” mostrando como vivem as pessoas que adotaram a filosofia de vida onde elas se questionam sobre o que é realmente importante ter na vida. Caso você não seja assinante do serviço, o filme está disponível na Vimeo, iTunes, Google Play e Amazon). O trailler você pode assistir aqui.

É um filme que vai fazer você refletir sobre tudo o que anda consumindo e vai passar a enxergar a vida com outros olhos.

“Não há nada errado em consumir” – diz Joshua Millburn, um dos idealizadores do documentário – “O problema é o consumo-compulsivo ou quando você está cansado de comprar coisas só porque você foi persuadido a comprar”.

Você não deixa deixa de comprar coisas ou jogar fora tudo o que você tem. Você deixa de acumular e de se apegar à elas. A diferença está em discernir entre o supérfluo e o necessário.

Leva-se um certo tempo que varia de acordo com a pessoa, o grau de dependência e apego, mas quando você se questiona e lembra que tem algo mais importante pra fazer com o seu dinheiro, o desejo passa.

 

Gostou do artigo? Deixe um comentário dizendo se tem interesse em saber mais sobre lojas legais para visitar em NY.

E não deixe de seguir a Amina Transcendental no instagram! na “semana do minimalismo”, vou postar pílulas diárias com dicas, mantras, o desejo na visão budista e até um desafio!

Me segue lá 😀

Beijos!
Amina

5 Comments

  1. Olá Amina,

    Muito interessante suas aventuras por NY e suas reflexões.

    Cada um tem seu estilo e necessidade de satisfazê-lo;e isso muda com o tempo e amadurecimento,não necessáriamente nessa ordem…

    Gosto de citar a grande e única em si mesma, Mademoiselle Gabrielle “Coco” Chanel ,sua incrível genialidade e estilo único, eterno e atemporal,a qual sou seguidora fiel;menos é sempre mais,o básico é eterno e diferente sempre e o que vale não é a roupa e sim, a essência que passa através dela.

    Consumimos menos,quanto menos sentimos necessidade de parecer algo para “alguéns” e mais para nós mesmos…

    Continue com as dicas, sempre nos atualizando.

    Muitas vibrações positivas da Mônica

    • Deise Mafer Deise Mafer

      Oi Monica!

      Muito obrigada pela visita e pelo comentário!

      Coco Chanel maravilhosa! também admiro muito o estilo dela.

      Isso que você falou é muito verdade: sobre o tempo e amadurecimento do nosso estilo e necessidades e “consumimos menos quanto menos sentimos necessidade de parecer algo para “alguéns” e mais para nós mesmos”.

      É muito gostoso se sentir bem, dentro de uma roupa confortável e possuir objetos úteis, que nos facilitem a vida. O problema é quando nos deixamos acumular e depositar expectativas em torno desse objeto, como se “só serei feliz se tiver aquele carro / aquela bolsa / aquele tênis.

      Essa semana quero trazer muitos assuntos desse tema para refletirmos sobre nosso poder de escolha e de compra.

      Beijão!

  2. Solange Maria Poço Solange Maria Poço

    Muito legal…mas o duro é conseguir NÃO consumir…..quero tuuuudo que vi. Eu e a Kaori soltas aí…. estaríamos perdidas.

    • Deise Marinho Deise Marinho

      Obrigada pela visita e comentário Solange!

      Na “semana do minimalismo”, postarei um artigo que fala justamente sobre isso e talvez poderá ajudar!

      Aguardem! 😀

  3. Thiago Reis Thiago Reis

    Muito legal esse artigo. Super acredito que é possível sair e não comprar por compulsão. Eu faço parte desse grupo de minimalistas que só consomem o que é necessário, claro que nada impede de fazer umas comprinhas de vez em quando, mas sem exageros. Ter essa conciencia e o controle disso às vezes não é fácil, ainda mais pra quem mora em NYC!! 😁

    Bjs Amina

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