Skip to content

As 3 principais características do espírito Buscador

Carl Jung utilizou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana. Ele acreditava que os personagens míticos e universais – os arquétipos – residiam dentro do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo.

Os arquétipos da Morte, do Herói e do Fora de Lei são exemplos de algumas figuras que todos nós temos no imaginário desde criança. Independente de onde fomos criados, do país que vivemos e das nossas religiões e crenças, essas imagens são muito parecidas para todos.

É por isso que os arquétipos estão presentes nos mitos, lendas e contos de fadas. São eles que dão o verdadeiro significado para as estórias que passamos de geração em geração. Afinal de contas, as pessoas criam estas estórias para externar o que existe no inconsciente. Hoje os arquétipos podem ser encontrados nos filmes, na publicidade e em quase tudo que está ao nosso redor.

Os arquétipos nos ajudam a satisfazer algumas de nossas principais necessidades, como a necessidade de realização, pertencimento, independência e estabilidade.

Jung salienta que cada indivíduo se identifica e trabalha com 12 arquétipos principais no decorrer de sua experiência de vida, e esse conhecimento serve para se compreender melhor sua disposição perante o mundo e como o enxerga, além de saber dizer quais são suas sombras e como lidar com o próprio ego.

Dos 12, escolhi um do qual posso falar mais com conhecimento de causa: O buscador ou A buscadora.

Existem inúmeros motivos para uma pessoa “sair em busca” de alguma coisa. Alguns partem em busca de si mesmos, outros para buscar algo que dê sentido e traga satisfação na vida, outros buscam o amor, outros para uma vida melhor, e outros que simplesmente escutam o chamado para “ir” e eles simplesmente vão, sem nem saber direito pra onde estão indo. Cada um tem um “querer” diferente.

Para o buscador, não é tão custoso fechar portas (mas quando fecha, fecha) e existe um certo desapego perante as coisas e pessoas.

Dizer adeus pode até ser doloroso no começo, mas depois acaba-se acostumando porque com o passar do tempo, o viajante sabe que na vida é um eterno movimento de chegadas e partidas.

Interessante perceber que muitas vezes a pessoa não tem consciência de que é buscador, ela apenas sente que precisa ir e que se ficar mais um tempo no lugar que está, sentirá uma enorme infelicidade e insatisfação com tudo e com todos.

Listei três linhas de raciocínio principais desse arquétipo.

São eles:

“Se está ruim, o que posso fazer para melhorar?”

Vamos fazer uma espécie de “análise sintática” da frase acima?

Vejamos:

Se está ruim = o buscador não se conforma com algo que o incomoda, com o desagradável, com uma condição que o deixa infeliz.
O que posso = consciência do poder de escolha, de poder fazer algo por si.
Fazer = verbo de ação. Sai da teoria para agir. Dar o primeiro passo, o início de tudo. O ir. Ter vontade de.
para melhorar = Ele internamente sabe que qualquer situação que se encontra, existe a possibilidade de ficar melhor do que está.

A pessoa toma a atitude de sair do lugar que não está satisfeito e sabe que depende dela ou dele para mudar a própria situação.

Ele vai em busca nem que seja um café ou um doce – ítens esses que considero importantes para o início de qualquer empreitada 😉

Interesse pelos mistérios

O sobrenatural. O mundo invisível. O mistério. O silêncio. O escuro. O oculto. O mergulho nas profundezas do subconsciente. A psique. A mente. O cosmos. Tudo isso é fascinante para o buscador que sempre lê e estuda sobre aquilo que os olhos não vêem.

Nada o assusta, é destemido/destemida e possui a natureza investigativa.

Ele vai, muitas vezes morrendo de medo, mas vai.

Compartilha a descoberta

“A maioria das pessoas tem medo de encarar e assumir o seu lado sombrio, mas é lá na escuridão que você encontrará a felicidade e a sensação de estar completo com que vem sonhando há tanto tempo.”

 (Trecho do livro “O Lado Sombrio dos Buscadores da Luz”, de Debbie Ford)

Quando o buscador encontra, ele volta. Mesmo porque o que descobriu geralmente é tão surpreendente e tão acima do esperado que ele não consegue guardar para si. Existe até uma certa urgência em propagar a informação para o maior número de pessoas.

Seja em forma de algo físico ou subjetivo, bem como receitas gastronômicas e todo tipo de arte como música, pintura, dança ou livros, ela ou ele compartilha a descoberta principalmente visando a melhoria de si e de sua comunidade como um todo, pois é de seu interesse que todos evoluam, indiscriminadamente.

Resumindo:

E o mais legal de ter um espírito buscador, é que você acha que vai encontrar uma coisa e acaba encontrando outra, ou melhor, outras – totalmente inimagináveis.

Se você também possui esse mesmo arquétipo, é importante estar ciente que existe um preço que costuma ser alto: perdas, renúncias, perrengues, solidão, limitações, ver-se constantemente diante do desconhecido, do novo, da incompreensão das pessoas em volta e pode até mesmo acontecer de ver todo o seu planejamento dar “errado” pois como disse, saímos em busca de algo mas nem sempre esse algo era o que esperávamos encontrar.

É assustador no começo mas vai na sua Fé, acredite de verdade que vai conseguir seja lá o que for porque que quem segue a voz do coração, sempre dá tudo certo no final.

Afinal, estamos amparados pelo invisível 🙂

Se você quer saber qual são seus arquétipos, encontrei esse site super legal com 41 perguntas (em inglês) bem interessante.

 

https://lonerwolf.com/psychological-archetype-test/

8 Comments

  1. Denise Marinho Denise Marinho

    Acho que descobri só agora o meu espírito buscador…Antes tarde que nunca não é mesmo?

    • Deise Mafer Deise Mafer

      Com certeza Denise! Nunca é tarde! 😀

    • Amina Amina

      Oi Denise!

      Sim, antes tarde do que nunca! sempre haverá oportunidades e tempo! rsrs
      Não deixe de fazer o teste que sugeri, é muito bom!

      Beijos!

  2. monica jardin monica jardin

    Oi Amina,

    Olho as pessoas na minha incansável busca do entender humano, pessoas felizes, tristes, indiferentes, constantes, inconstantes e concluo que somos todos iguais com muitas diferenças.Cada um com suas verdades escondidas, desejos ocultos, talvez com amores não vividos, mas com o viver da vida.As vezes percebo que quanto mais me aproximo da resposta mais longe fico da verdade , é como se a própria vida me dissesse;- “segue em frente, viva apenas, pare de perguntas”, mas o meu interior grita por argumentos que comprovem estas interrogações ,que mexem com nossos sentimentos, ou que mudam nosso dia a dia sem que haja permissões.

    Termino com a minha frase preferida de Jung, que me move, e ás vezes, me faz parar….e acreditar.
    Só aquilo que somos realmente tem o poder de nos curar.
    Carl Jung

    Muitas vibrações positivas da Mônica

    • Deise Mafer Deise Mafer

      Olá Mônica!
      Obrigada pela mensagem e pela visita ao blog 🙂
      Maravilhoso é o momento quando as perguntas cessam e sentimos internamente que está tudo certo, que tudo está exatamente como deveria estar.
      Maravilhosa também é essa frase de Carl Jung, obrigada por compartilhar!
      Namastê!

    • Amina Amina

      Olá Mônica!

      Obrigada pela visita ao blog, pelo rico comentário e por compartilhar tão lindo pensamento de Jung.

      Beijos!

      Amina

  3. Bianca Nardi Bianca Nardi

    Descobrindo o meu espírito buscador todos os dias!
    Cada dia um aprendizado novo e um novo olhar a vida!!

    Ótimo artigo Amina, como sempre!!

    Beijos

    • Amina Amina

      Olá Bianca!

      Sim, todos os dias recebemos presentes do universo – basta ter “olhos para ver”!

      Beijos e obrigada pela visita!

Comments are closed.